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Adventista do Sétimo Dia

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A Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma denominação cristã, organizada a nível mundial, com mais de 10 milhões de membros baptizados. Com presença em 230 países e áreas reconhecidas pela Organização das Nações Unidas, os adventistas operam no mundo uma grande rede de instituições médicas e educacionais. Significativos têm sido os serviços de assistência e educação comunitária prestados pela ADRA (Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais) em muitos países em desenvolvimento.

Símbolo

A Bíblia aberta, sobre a qual aparece uma cruz circundada de uma chama que representa o Espírito Santo.

O Deus

Deus (a Trindade).

Interpretação da Morte

Os adventistas do sétimo dia crêem que as pessoas, por ocasião da morte, não vão para o céu, nem para o inferno ou para o purgatório, mas permanecem em estado de completa inconsciência até o dia da ressurreição. Base bíblica para este conceito é encontrada (1) no relato da criação, onde o ser humano é descrito não como possuindo uma alma mas como sendo uma “alma vivente” (Génesis 2:7); (2) na certeza de que “alma” morre sem jamais se reencarnar (Ezequiel 18:4; Hebreus 9:27); (3) nas descrições da morte como um “sono” (Salmo 13:3; Mateus 27:52; Lucas 8:52 e 53; João 11:11-14; I Coríntios 15:6, 18 e 20, 51; Efésios 5:14; I Tessalonicenses 4:13-16); (4) nos textos que falam dos mortos como em estado de completa inconsciência (Salmo 6:5; 115:17; 146:4; Eclesiastes 3:9 e 20; 9:5 e 10); bem como (5) nas alusões à ressurreição do corpo como a única condição para que os justos mortos recebam o dom da imortalidade (Jó 19:25-27; João 5:28 e 29; I Coríntios 15:1-58; I Tessalonicenses 4:13-18).

Os adventistas crêem também que o dom da “vida eterna” será concedido apenas aos justos, ao passo que os ímpios deixarão finalmente de existir. Esta posição é justificada biblicamente com base (1) na distinção entre a “ressurreição da vida” e a “ressurreição da condenação” (João 5:29); (2) na declaração de que a “vida eterna” é concedida apenas àqueles que estão em Cristo (I João 5:11-13); (3) nos textos que falam que o castigo dos ímpios será directamente propor¬cional às suas obras (Lucas 12:47-48; Apocalipse 20:11-13); bem como (4) nas declarações de que todos os ímpios serão eventualmente destruídos (II Tessalonicenses 2:8; II Pedro 3:7 e 10), sem que deles reste “nem raiz nem ramo” (Malaquias 4:1).

Já a teoria de um “tormento eterno” dos ímpios no “inferno” é considerada pelos adventistas, não apenas como incompatível com o amorável carácter de Deus (I João 4:8), mas também como um castigo desmedido para a curta existência humana (Salmo 90:10). As alusões bíblicas ao “fogo eterno” são entendidas não como um castigo incessante dos ímpios por toda eternidade, mas como um fogo que não se apagará enquanto não houver cumprido cabalmente o seu propósito destruidor, e cujas consequências serão eternas e irreversíveis.

Cremação

Embora os adventistas têm por costume enterrar os mortos, eles não se opõem à prática da cremação, especialmente em lugares nos quais seja difícil encontrar espaço nos cemitérios. Eles crêem que Deus não dependerá de mais matéria pré-existente para ressuscitar os mortos do que quando Ele trouxe a raça humana originalmente à existência.

Doação de órgãos

Mesmo que a Bíblia não fale a respeito da doação de órgãos, os adventistas a consideram um acto de caridade para com o próximo, plenamente aceito sempre que não conspire contra a vida do próprio doador. Mas qualquer doação será sempre uma opção pessoal por parte do doador.

Suicídio

O ato do suicídio foi cometido, no período bíblico, por pessoas que se afastaram de Deus como Saul e Judas (I Samuel 31:4; Mateus 27:5). Para os adventistas, o suicídio intencional é um ato completamente inaceitável, e um clara transgressão do sétimo mandamento do Decálogo que ordena “Não matarás” (Êxodo 20:13).

Autópsia

É aceitável quando realizada por ordem médica ou judicial.

Eutanásia

Todo ser humano tem pleno direito à vida, e a eutanásia directa constitui um atentado contra esse direito. A interrupção do uso de aparelhos e de recursos médicos só é aceitável nos casos em que estes se demonstrem completamente ineficazes para o restabelecimento do paciente.

Aborto

O cuidado de Deus pela vida, mesmo em sua forma fetal, é claramente expresso na prescrição de indemnizações a serem pagas por aqueles que ferissem uma mulher grávida, ao ponto de ela abortar (Êxodo 21:22-25). Assim, os adventistas são contra o aborto, excepto:

  • 1 – Nos casos em que a mãe corre risco de vida pela gravidez,
  • 2 – Quando a gravidez haja sido o resultado de um estupro comprovado,
  • 3 – Nos casos de má formação do feto que, comprovadamente, possa gerar uma criança sem condições normais de vida.

Nestes casos, a opção pelo aborto será de respon¬sabilidade dos pais, com base nos laudos de uma junta médica que recomende tal procedimento.

Exumação

Fica a critério da família ou por mandato judicial.

Embalsamamento

Embora os hebreus não embalsamassem seus mortos (como os egípcios o faziam), o relato bíblico fala de que tanto Jacó como José foram submetidos a essa prática egípcia (Génesis 50:2, 3, 26). Os adventistas não se opõem ao embalsamamento, especialmente se o sepultamento for adiado por algum tempo ou se o corpo precisa ser transportado por uma longa distância.

Ritual Fúnebre

Os adventistas encaram o ritual fúnebre como uma forma apropriada de confortar e dar esperança aos vivos, sem qualquer valor salvífico para a pessoa falecida.

O Caixão

A escolha do caixão é normalmente feita pela própria família enlutada, de acordo com as suas condições financeiras. O defunto é vestido com uma roupa social, de acordo com o gosto da família.

Velório

Os Evangélicos condenam todo ritual ou cerimónia dirigida ao falecido(a). O velório é dirigido para o bem-estar mental, emocional e espiritual dos enlutados. Não é permitido a presença de velas (iluminar o caminho da alma para o Céu). Esta Luz deve ter sido recebida durante toda sua vida de fé, bem como orações específicas em intenção à Alma. O velório pode ser realizado na igreja onde o falecido(a) era membro, ou no próprio cemitério, onde os amigos e familiares expressam a Deus a gratidão por terem convivido com aquela pessoa que está partindo para a Eternidade. A presença do Pastor é importante. A família decidirá em manter o caixão aberto ou fechado, e poderão, caso queiram, deixar o caixão sozinho. Durante o velório, não há restrição quanto a música, flores etc. desde que isto traga o bem estar aos enlutados.

Condolências

Pode ser realizado num templo adventista, no necrotério, na casa, ou em outro local apropriado. Sempre que possível, o caixão permanece aberto nesse período. Não se usam velas nos rituais fúnebres adventistas. Flores geralmente adornam o ambiente e, por vezes, também o esquife. Coroas de flores são sempre aceitas como demonstração de carinho e amizade. Não é costume haver música ambiente antes do início do serviço fúnebre.

Serviço Fúnebre

O serviço fúnebre adventista tem o propósito, como já mencionado, de confortar e dar esperança aos vivos, lembrando-lhes as promessas de Deus.

É conduzido geralmente no local do velório, por um pastor adventista ou, na ausência deste, por um ancião da igreja. Cânticos congregacionais e músicas especiais normalmente fazem parte do programa.

É costume apresentar-se uma breve biografia da pessoa falecida, seguida de um sermonete de consolo aos enlutados e de esperança para todos os presentes. Detalhes a respeito do cortejo e dos procedimentos subsequentes são apresentados ao término deste serviço, ocasião em que normalmente é concedido ainda algum tempo para que familiares e amigos vejam pela última vez o ente querido e dele se “despeçam” até o dia da ressurreição. Após isso, o caixão é fechado para ser então transportado para o cemitério.

Quem Pode ir ao Cemitério

Todos os que desejarem.

Enterro

Os adventistas costumam enterrar os mortos dentro do prazo previstos pela legislação do respectivo país em que se encontram.

Cortejo

Chegando ao cemitério, o cortejo segue directamente para o local do sepultamento, onde ocorre uma breve cerimónia. Esta cerimónia consta da leitura de alguns textos bíblicos de conforto e esperança; do cântico de alguns hinos, enquanto o caixão é colocado no seu jazigo; e de algumas palavras finais de consolo e de agradecimento aos presentes pela presença e apoio aos enlutados.

O Luto

A Bíblia menciona, por exemplo, que os egípcios “choraram” 70 dias pela morte de Jacó e que José o “pranteou” por mais sete dias (Génesis 50:3 e 10); que os israelitas “prantearam” a morte de Moisés durante 30 dias (Deuteronômio 34:8); que os moradores de Jabes-Gileade “jejuaram sete dias” pela morte do rei Saul (I Samuel 31:13); e que a morte de Lázaro trouxe tristeza não apenas para Marta, Maria e os judeus, mas também para o próprio Cristo (João 11:19-38). Mas os israelitas eram proibidos de adoptarem práticas pagãs de luto, como a de rasparem o cabelo da cabeça e de mutilarem o seu corpo pelos mortos (Levíticos 19:27 e 28; 21:5; Deuteronômio 14:1).

Os adventistas consideram como aceitável e perfeitamente natural o luto no sentido de tristeza pela perda de entes queridos, mas não com conotações de intercessão pela alma do defunto. Eles não realizam, por conseguinte, quaisquer cerimónias (missas ou orações) em favor dos mortos. O tempo de luto é considerado como uma questão individual, sem nenhuma prescrição específica a respeito. Espera-se, no entanto, que pessoas viúvas que desejam contrair novas núpcias aguardem por algum tempo antes de o fazerem, em consideração pelo ex-cônjuge e pelos sentimentos dos seus familiares.

As sepulturas de adventistas são feitas de acordo com o gosto e as posses dos familiares. Nelas podem se colocar flores, mas não imagens; e nelas também não se acendem velas.