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Fé Bohá’í

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Palavras de Bahá’u’lláh (1817-1892), o fundador da Fé Bahá’í:

“A morte concede a dádiva da Vida Eterna. Por que hás-de ficar triste, com o coração pesaroso? Essa separação é temporária. Encontrarás o teu filho no Reino de Deus e atingirás a união sempiterna. A associação física é efémera, mas a Celestial é imperecível”.

“Sempre que te lembrares da união eterna e infindável, acharás conforto”.

“O mundo do além é tão diferente deste mundo, como este é o mundo da criança ainda no ventre materno”.

“A Alma, após sua separação do corpo, continuará a progredir até que atinja a presença de Deus…. mostrará tal ascendência e revelará tamanha influência, que força alguma na terra pode igualar”.

Símbolo

Greatest Name (Nome Supremo – BaháVIláh ) -Apenas usado entre os Bahá’ís.

Estrela de Nove Pontas – Adoptado e divulgado como símbolo oficial da Fé Bahá’í.

O Deus

Para os Bahá’ís Deus é Único e Universal, Todos e quaisquer nomes adoptados por várias religiões, são reconhecidos pelos Bahá’ís como sendo o Criador. 0 importante é o amor e a Fé que as pessoas têm em Deus.

Interpretação da Morte

A morte não é o fim senão o começo de uma nova existência.

Para os Bahá’ís, a relação entre corpo e espírito é semelhante à do sol com o espelho… O espírito exerce supremo domínio sobre o corpo; a sua força e influência tornam-se visíveis nele, semelhantes às graças do sol reflectidas no espelho.

As enfermidades do corpo não o atingem; ainda que o corpo se torne débil, perca mãos, pés e língua, ou seja privado dos sentidos, nada disto terá efeito algum sobre o espírito. A vida do espírito é independente da duração do corpo. O espírito exerce supremo domínio sobre o corpo; sua força e influência tornam–se visíveis nele, semelhantes às graças do sol reflec¬tidas no espelho. 0 espelho, porém, ao cobrir-se de pó, ou quebrar-se, deixa de reflectir os raios do sol, mas este por sua vez continua a brilhar.

Todas as coisas no mundo mudam, algumas lentamente e outras, com rapidez. Não sentimos tanto as mudanças graduais, mas as repentinas vêm como um grande choque.

A certeza da morte, deveria ter maiores influências sobre a conduta diária do homem. Isso não ocorre, talvez, porque o homem não tem resposta para a simples pergunta: Por que eu existo?

A vida tem sentido sem a morte? Devemos entender que tanto a vida como a morte fazem parte de um plano divinamente estabelecido e que não estamos aqui como consequência de um mero acidente. Todos os seres criados têm uma missão especial e única para cumprir neste mundo. A nossa perda total não é a morte e sim, não cumprir o propósito pelo qual existimos.

Segundo George Santayana, para o homem que desempenhou suas obrigações, a morte é tão natural e bem-vinda quanto o sono.

A morte pode vir de súbito, mas, como o nascimento, é uma porta aberta para uma vida nova e superior. Para vivermos na Terra, passamos nove meses no ventre da nossa mãe, desenvolvendo o corpo.

Da mesma forma, Deus nos dá a oportunidade desta vida física tão passageira, com o propósito de prepararmo-nos para a Vida Eterna. Ao passarmos do mundo material ao espiritual, levaremos as nossas qualidades espirituais. Do mesmo modo que uma criança no ventre da mãe não conhece este mundo, não sabemos como será o outro Mundo. Como na Vida Terrena, a paixão leva ao encontro da pessoa amada, assim será para aqueles que tem Fé e amam a Deus, irão de encontro a ELE e viverão eternamente em sua companhia.

Os Bahá’ís não acreditam em ressurreição e tampouco em reencarnação.

“Imaginar que o espírito pereça ao morrer o corpo, é como imaginar que o pássaro morra ao quebrar a gaiola. Nosso corpo é apenas a gaiola, enquanto o espírito é o pássaro.” (Abdu’1-Bahá).

Cremação

A cremação é proibida entre os Bahá’ís. A alma é a presença da concepção, independente da idade até mesmo um feto não deve ser tratada com brutalidade e desrespeito colocando-se o corpo num incinerador, a não ser que não possa ser evitado (Lei do pais, epi¬demia, acidente etc.).

O Corpo do Homem, que foi formado gradualmente, deve semelhantemente ser decomposto gradualmente. Isto de acordo com a ordem natural e Lei Divina. Se fosse melhor ser queimado depois da morte, na sua criação Ele teria planejado que o corpo inflamar-se-ia automaticamente depois da morte, fosse consumido e transformado em cinzas. Mas a ordem Divina formulada pela ordenança celestial é que após a morte, esse corpo deve ser transferido de um estágio precedente para outro diferente, de uma maneira gradual e combinando e misturando outros elementos, até atingir o “reinado” dos vegetais, se transformando em flores e plantas, se desenvolvendo em arvores do paraíso, perfumadas e coloridas.

Doação de órgãos

A doação é vista como um ato de nobreza pelos Bahá’ís.

Doação do corpo para a medicina é permitida, desde que seja informado e respeitado o desejo de não ser cremado e de ser enterrado a no máximo uma hora de viagem do local da morte, como manda a Lei Bahá’í.

A doação de órgãos segue o mesmo princípio, o receptor deverá saber e respeitar que não poderá ser cremado.

“O Espírito não tem mais conexão com o corpo após sua partida, mas como o corpo uma vez foi o templo do espírito, nós Bahá’ís achamos que ele deve ser tratado com respeito”.

Suicídio

O suicídio é extremamente condenado pelos Bahá’ís.

Deus que é o autor de todas as vidas, pode sozinho retira-las, e fazer dela o que achar melhor.

Quem comete suicídio põe em risco sua alma, e como resultado sofrerá espiritualmente no Outro Mundo.

Não significa que a pessoa que suicidou-se deixou de ser Bahá’í.

Autópsia

Permitida principalmente quando há razoáveis perspectivas de se salvar vidas. Todas as partes do corpo removidas devem ser devolvidas para serem enterradas.

Eutanásia

Os ensinamentos Bahá’ís falam que Deus deu a vida e cabe a ele retirá-la, porém, como esta matéria não está ainda regulamentada pelos Bahá’ís, recomenda-se que a decisão fique a cargo da consciência dos responsáveis.

Aborto

De acordo com os princípios Bahá’ís, o aborto no intuito de prevenir o nascimento de uma criança não desejada é terminantemente proibido.

Porém, poderá ser justificado nos casos em que o aborto é recomendado por motivos médicos. Por se tratar de um assunto delicado ficará a cargo da consciência daqueles que forem tomar a decisão, que deverão pesar a recomendação médica com os ensinamentos Bahá’í.

É importante lembrar que, para os Bahá’ís a alma aparece no momento da concepção.

Exumação

Não deverá ser feita, a não ser por decisão e mandado judicial.

Embalsamamento

Embalsamar o corpo é proibido para os Bahá’ís. O corpo deve voltar a terra.

Ritual Fúnebre Falecimento

Uma vez constatado o óbito, deve-se providenciar o enterro o mais rápido possível.

O corpo não poderá ser transportado por mais de uma hora de viagem do local do falecimento.

O Caixão

É recomendado que o caixão seja de madeira dura e de boa qualidade, cristal de rocha ou de pedra.

Condolências

As condolências são dirigidas aos enlutados (apesar dos Bahá’ís não adoptarem o Luto como prática).

Vestimentas

Os Bahá’ís não adoptam a cor preta como de luto, é de bom-tom que os visitantes estejam trajados com cores sóbrias e principalmente trajados decorosamente, com devido respeito e senso de reverência.

Enlutados

São todos aqueles que se sentirem nessa posição, independente do parentesco com o falecido(a).

Quem Pode ir ao Cemitério

Qualquer pessoa que desejar, sendo ou não Bahá’í, inclusive participar das preces na congregação.

Enterro

O funeral Bahá’í é extremamente simples, consiste em apenas preces da congregação que deverão ser recitadas antes do enterro, elas poderão ser recitadas por Homens e por Mulheres desde que o texto não seja alterado.

Todo cuidado é tomado para que não se tenham cerimónias uniformes e rituais sejam adoptados (criados) ou impostos aos familiares e amigos. O máximo de simplicidade e flexibilidade é recomendado.

Deverá ser enterrado com os pés voltados em direcção ao Qiblih (ponto de adoração, a direcção na qual as pessoas se voltam quando oram) está localizado na cidade de Akká ao norte de Israel perto da cidade portuária de Haifa, numa área conhecida como Bahjí.

O corpo deverá ser enterrado, se possível, em um cemitério Bahá’í onde os túmulos sejam rodeados por flores e não se toquem, de preferência que tenha um espelho d’agua no centro do cemitério com árvores plantadas, bem como ao redor do cemitério. Caso na cidade não tenha um cemitério Bahá’í, poderá ser enterrado em qualquer outro.

Mortalha Mortuária

O corpo deverá ser manuseado com todo o respeito e cuidadosamente lavado com água.

Será envolto por uma Mortalha branca de preferência de seda ou algodão, veste-se em um dos dedos um anel contendo a descrição “Vim de Deus, e a Ele retorno, desligado de tudo salvo Dele, me segurando firmemente a Seu nome, o Misericordioso, o Compassivo”.

O Túmulo

A lápide não tem outro significado a não ser enfatizar nossa profunda convicção que nossas almas vieram do Criador e para Ele retornarão, e nele acreditamos e confiamos.

Não deverá ser colocado o símbolo do Nome Supremo (Greatest Name) na lápide, mas caso queiram poderá ser colocado a Estrela de Nove Pontas.

Luto

Os Bahá’ís não adoptam a prática do luto, tampouco cerimónias específicas em intenção a alma do falecido(a).

As preces são feitas frequentemente, de acordo com a vontade dos familiares e ou dos amigos, independente de locais ou datas específicas.