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Igreja Católica Apostólica Romana

icarÉ aquela porção do Povo de Deus reunido na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, que professa a sua fé em Jesus Cristo, em comunhão com a Igreja de Roma, sede dos Apóstolos Pedro e Paulo, procurada desde a antiguidade por muitas outras Comunidades Cristãs para serem confirmadas na fé e na comunhão católica. Por esta fidelidade à tradição apostólica, a comunhão católica acredita conservar integralmente os meios necessários para a humanidade alcançar a salvação em Cristo. Os católicos romanos acolhem a Palavra de Deus contida na Bíblia, celebram o mistério de Cristo nos Sacramentos, particularmente na Santa Ceia, professam a fé apostólica expressa nas formulações dos antigos Credos recebidos na Tradição, procuram viver em comunhão pela prática do mandamento do amor.

O povo dos fiéis de Cristo se reúne em Igrejas locais ou dioceses unidas aos seus pastores, os Bispos, que com os presbíteros e os diáconos, pelo sacramento da Ordem, servem à Igreja local na caridade, na proclamação da palavra e no culto. A Igreja de Cristo está verdadeiramente presente nas legítimas comunidades locais, onde o povo realiza a sua missão na variedade dos dons do Espírito Santo. Existem, na Igreja Romana, diversas condições de vida consagrada ao seguimento de Jesus Cristo e à missão: monges, missionários, freiras etc. As Igrejas locais, em comunhão umas com as outras, formam a unidade católica-romana representada e servida pelo Colégio dos Bispos, presidido pelo Bispo de Roma, o Papa.

Os católicos romanos consideram a Igreja de Jesus Cristo una, santa, católica e apostólica, Corpo do qual Cristo é a Cabeça. Sabem que a Igreja visível, desde a origem, se apresenta com uma grande diversidade que não se opõe à unidade da Igreja de Jesus Cristo. Reconhecem os cristãos das antiquíssimas Igrejas Orientais e das Igrejas do ocidente como “irmãos no Senhor”. As exigências da catolicidade levam pastores e fiéis a sarar as feridas das divisões ocorridas ao longo da história, comprometendo-se com o ecumenismo. Sentem-se vinculados de modo especial ao povo hebreu, com que Deus fez aliança e “de quem nasceu Cristo, segundo a carne” (Rm 9,5), vinculados também aos muçulmanos, que adoram o único Deus, e às outras religiões pela origem e o fim comum do género humano. Fiéis ao mandato missionário, procu¬ram testemunhar Jesus Cristo e anunciar o Evangelho a toda a humanidade, particularmente aos pobres, num diálogo respeitoso com as demais religiões do mundo e as culturas. (Texto-base da CF 2000 Ecuménica p. 3)

Símbolo

Cruz (com ou sem a imagem de Cristo).

O Deus

Deus.

Interpretação da Morte

O sentido da morte para os católicos é revelado à luz do mistério pascal da morte e ressurreição de Cristo, em que repousa a única esperança dos baptizados.

O dia da morte inaugura, para o católico, ao final de sua vida sacramental, a consumação de seu novo nascimento iniciado no baptismo, a semelhança definitiva à imagem do Filho, conferida pela unção do Espírito Santo, e a participação na festa do Reino, antecipada na eucaristia.

A morte põe fim à vida do ser humano como tempo aberto ao acolhimento ou à recusa da graça divina manifestada em Cristo. Cada ser humano recebe na sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num juízo particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo seja através de uma purificação, seja para entrar de imediato na felicidade do céu, seja para condenar-se de imediato para sempre.

Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do Céu.

Os que morrem na graça e na amizade de Deus, e que estão totalmente purificados, vivem para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus porque o vêem “tal como ele é”, face a face.

Não podemos estar unidos a Deus se não fizermos livremente a opção de amá-lo. Mas não podemos amar a Deus se pecamos gravemente contra ele, contra o nosso próximo ou contra nós mesmos. Morrer em pecado mortal sem ter se arrependido dele e sem acolher o amor misericordioso de Deus significa ficar separado do Todo-Poderoso para sempre, pela nossa própria opção livre. E é este estado de auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventuradoss que se designa com a palavra “inferno”.

Os católicos crêem firmemente – e assim esperam – que, da mesma forma que Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos, e vive para sempre, assim também, depois da morte, os justos viverão para sempre com Cristo ressuscitado e que ele os ressuscitará no último dia. A “ressurreição da carne” significa que, após a morte não haverá somente a vida da alma imortal, mas que mesmo os nossos “corpos mortais” readquirirão vida. Os católicos não acreditam em reencarnação.

Cremação

A Igreja prefere a inumação. Mas, a prática da cremação não impede, em absoluto, a ressurreição dos corpos e a imortalidade da alma.

Doação de órgãos

A Igreja considera legal esta prática, tendo em vista a importância da preservação da vida humana. A Igreja recomenda sempre o respeito mútuo, tanto ao doador quanto ao receptor.

Suicídio

Cada um é responsável por sua vida diante de Deus que lha deu e que dela é sempre o único e soberano Senhor. O suicídio contradiz a inclinação natural do ser humano a conservar e perpetuar a própria vida. É gravemente contrário ao justo amor de si mesmo e contrário ao amor do Deus vivo.

Autópsia

Completamente liberada, não oferece qualquer risco de ferir a ética da doutrina católica.

Eutanásia

Aqueles cuja vida está diminuída ou enfraquecida necessitam de um respeito especial. As pessoas doentes ou deficientes devem ser amparadas para levarem uma vida tão normal quanto possível. Mesmo quando a morte é considerada iminente, os cuidados comummente devidos a uma pessoa doente não podem ser legitimamente interrompidos. Sejam quais forem os motivos e os meios, a eutanásia directa consiste em pôr fim à vida de pessoas deficientes, doentes ou moribundas. É moralmente inadmissível. Tal atitude constitui um assassinato gravemente contrário à dignidade da pessoa humana e ao respeito pelo Deus vivo, seu criador.

Aborto

A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida (Catecismo da Igreja Católica, 2270 ). “Antes mesmo de te formares no ventre materno eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei” (Jr 1,5).

Exumação

Deve ser feita com muito respeito, pois se trata dos restos mortais de uma pessoa. O sepulcro nunca pode ser violado. Geralmente é mais de carácter jurídico e também médico.

Embalsamamento

Geralmente ocorre quando é necessário. Muitas vezes o tempo que levará o funeral exige que o embalsamamento ocorra. É papel da entidade médica tomar a decisão. A Igreja não condena as culturas que aderem normalmente a esta prática.

Ritual Fúnebre Falecimento

O sentido cristão da morte é revelado à luz do mistério pascal da Morte e Ressurreição de Cristo, em que repousa nossa única esperança. O cristão que morre em Cristo Jesus “deixa este corpo para ir morar junto do Senhor” (2Cor 5,8). O dia da morte inaugura, para o cristão, ao final de sua vida sacramental, a consumação de seu novo nascimento iniciado no Baptismo, a “semelhança” definitiva à “imagem do Filho”, conferida pela unção do Espírito Santo, e a participação na festa do Reino, antecipada na Eucaristia, mesmo necessitando de últimas purificações para vestir a roupa nupcial.

A celebração dos funerais

Os funerais cristãos não conferem ao defunto nem sacramento nem sacramental, pois ele “passou” para além da economia sacramental. Mas não deixa de ser uma celebração litúrgica da igreja. O ministério da Igreja tem, aqui, em vista tanto exprimir a comunhão eficaz com o defunto quanto fazer a comunidade reunida participar nas exéquias, oportunidade em que lhe anuncia a vida eterna.

Os diferentes ritos dos funerais exprimem o carácter pascal da morte cristã e respondem às situações e tradições de cada região, mesmo com relação à cor litúrgica.

Ordo Exsequiarum da liturgia romana propõe três tipos de celebração dos funerais, correspondendo aos três lugares onde acontece (a casa, a Igreja, o cemitério), e segundo a importância que lhe é atribuída pela família, os costumes locais, a cultura e a piedade popular. Este desenrolar é comum a todas as tradições litúrgicas e compreende quatro momentos principais:

  • Acolhimento da Comunidade:

Uma saudação de fé abre a celebração. Os familiares do defunto são acolhidos com a palavra de “consolação” (no sentido do Novo Testamento: a força do Espírito Santo na esperança). A comunidade orante que se reúne escuta também “as palavras de vida eterna”. A morte de um membro da comunidade (ou o dia de aniversário, o sétimo ou trigésimo dia) é um acontecimento que deve fazer ultrapassar as perspectivas “deste mundo” e levar os fiéis às verdadeiras perspectivas da fé em Cristo ressuscitado.

  • Liturgia da Palavra:

Por ocasião dos funerais, exige uma preparação bem atenciosa, pois a assembleia presente ao acto pode englobar fiéis pouco assíduos à liturgia e também amigos do falecido que não sejam cristãos. A homilia em especial deve “evitar o género literário de elogio fúnebre” e iluminar o mistério da morte cristã com a luz de Cristo Ressuscitado.

  • Sacrifício Eucarístico:

Se a celebração se realiza na Igreja, a Eucaristia é o coração da realidade pascal da morte cristã. É então que a Igreja exprime sua comunhão eficaz com o defunto: oferecendo ao Pai, no Espírito Santo, o sacrifício da morte e ressurreição de Cristo. Ela lhe pede que seu filho seja purificado de seus pecados e suas consequências e que seja admitido à plenitude pascal da mesa do Reino. É pela Eucaristia assim celebrada que a comunidade dos fiéis, especialmente a família do defunto, aprende a viver em comunhão com aquele que “dormiu no Senhor”, comungando do Corpo de Cristo, do qual é membro vivo, e rezando a seguir por ele e com ele.

  • Adeus:

Ao defunto é a sua “encomendação a Deus” pela Igreja. Este é o “último adeus pelo qual a comunidade cristã saúda um de seus membros antes que o corpo dele seja levado à sepultura”. A tradição bizantina o exprime pelo beijo de adeus ao falecido:

Com esta saudação final “canta-se por causa de sua partida desta vida e por causa de sua separação, mas também porque há uma comunhão e uma reunião. Com efeito, ainda que mortos, não estamos separados uns dos outros, pois todos percorremos o mesmo caminho e nos reencontraremos no mesmo lugar. Jamais estaremos separados, pois vivemos por Cristo, e agora estamos unidos a Cristo, indo em sua direcção… estaremos todos reunidos em Cristo”.

O Caixão

A escolha é feita dentro das condições financeiras da família. Para o cristão existe também a possibilidade de cremação do corpo.

Velório

O corpo do cristão é velado no cemitério, ou em casa ou na igreja. Normalmente se faz com caixão aberto, encimado por um crucifixo e ladeado por quatro velas acesas. Envia-se coroas de flores com mensagem. Durante o velório, pode-se cantar cantos religiosos, fazer orações e celebrar missa.

Ao Padre cabe efectuar a “encomendação do corpo”, com leituras de textos sagrados do Novo Testamento.

Condolências

De acordo com a necessidade de consolar os enlutados, os Católicos realizam, espontaneamente práticas de confortar, com palavras e gesto, dirigindo-se aos parentes e amigos, do fiel defunto.

Vestimentas

Os Católicos têm a opção de adoptarem ou não a cor preta como sinal de luto. É de bom-tom que os visitantes estejam trajados com cores sóbrias e, sobretudo, trajados decorosamente, com devido respeito e senso de reverência. A cor recomendada pela Igreja Católica para as celebrações dos fiéis defuntos é a cor roxa, sinal de respeito e luto pelo fato ocorrido.

Enlutados

São todos aqueles que se sentirem nessa posição, consolando-os na paz e na esperança da ressurreição de Cristo independente do parentesco com o falecido(a).

O Luto

Na comunidade Católica, há a prática do luto num período que compreende 7 dias, 30 ou 1 ano de acordo com a vontade dos familiares.

Após o enterro, depois de 7 dias, é celebrada uma missa pela alma do falecido onde se reúnem parentes e amigos, pois os católicos crêem na ressurreição.

Quanto ao túmulo, este poderá ser feito de acordo com a vontade e posses dos familiares. Os católicos adoptam o dia 2 de Novembro como dia de finados, para se reverenciar os mortos, mas nada impede que nesta data ou em qualquer outra os parentes e amigos visitem os túmulos, podem acender velas, levar flores e rezar pela alma do falecido.